Confissões de mulher de 30Questionamentos, constatações, reflexões...
Quinta-feira, Outubro 30, 2003
Retrocedendo à adolescência
Ser mulher de 30 é o máximo. Independente, inteligente e em forma, ela sabe usar a ousadia, a malícia e a ironia a seu favor, sem parecer pretensiosa. Vulnerabilidade deve passar longe, não é? Mas não é bem assim...
A mulher de 30 está numa fase em que ela tem o controle de tudo: das finanças, da casa, da carreira... até do sexo! A estabilidade deu a ela este aprendizado. Nada vai acontecer que não tenha sido permitido por ela. Tudo isso vai por água abaixo quando ela se depara com o que parecia impossível nos dias de hoje: alguém interessante.
Depois de um tempo em busca de alguém pra chamar de seu, a mulher de 30-sem-crise-amorosa-circunstancial muda de prioridade. Ela percebe que o melhor que faz a essa altura é investir em si mesma, para que suas tão suadas recentes conquistas lhe rendam ainda mais frutos. A última coisa que ela vai querer é perder o fio da meada por causa de um tudo-de-bom qualquer. Tipos assim já não impressionam mais. Hram... Quer dizer, impressionar, às vezes até impressionam, mas já não interessam mais. Waste of time. É por isso que a gente fica mais seletiva. Tem que ser alguém que acrescente alguma coisa e não que comprometa todo o resto!
Como reconhecer esta figura? Não existe um modelo padrão. Se bem que meu tio tem até um questionário para os pretendentes de suas filhas (he, he, he)... O que sei é que é algo quase que intuitivo da mulher. ELA sabe. E se perde toda. Aquela segurança de si se transforma numa mistura de sentimentos simultâneos típicos da adolescência, e você se percebe completamente fora do seu eixo, não se reconhece e se sente ridícula e ao mesmo tempo com raiva da situação. Afinal, esta não depende mais de você, que agora está, definitivamente, vulnerável. Humpf.
Mas é claro que o sol
Vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior
Doidecer gente sã
Espera que o sol já vem
Tem gente que está do mesmo lado que você
Mas deveria estar do lado de lá
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Tem gente enganando a gente
Veja nossa vida como está
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança
Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior
Doidecer gente sã
Espera que o sol já vem
Nunca deixe que lhe digam
Que não vale a pena
Acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança
Ái, cara, é sempre assim... Quando saio do chuveiro já não me lembro de mais nada que eu queria anotar na agenda. Sim, porque eu não vivo sem agenda! Sei que acaba sendo uma espécie de muleta da minha memória, porque ter memória é apenas uma questão de prática e a agenda acaba viciando e acomodando a danada. Antigamente, tudo bem, poderia arriscar exercitar a memória que, caso esquecesse alguma coisa, não haveria maiores conseqüências... mas hoje em dia tem muita coisa em jogo!
Só sei que no chuveiro não tem como fazer anotações na agenda e, assim como em quando estou dirigindo ou em qualquer outra situação que não me exija atenção intelectual, minha cabeça não pára! Talvez isso seja um sinal de estresse, mas a verdade é que esses momentos são os únicos que me permitem ter tempo para pensar! Se deixar para pensar tudo o que tenho que pensar no fim do dia, estarei exausta e a única coisa que minha cabeça vai querer é o travesseiro.
Um dia tive a idéia de adquirir um mini-gravador. Jornalista que é jornalista não pode abrir mão do seu. E encomendei um gravadorzinho digital. Nossa, foi a maior novidade! Uma "mão-na-roda"! Funcionava como uma extensão da minha memória, praticamente uma agenda eletrônica. O problema era que a bateria descarregava muito rápido... Um dia, enchi o saco de ficar toda hora trocando a pilha, e cá estou eu, com o mesmo problema novamente.
Aliás, acho que, na realidade, o problema todo está em pensar! Não fomos culturalmente preparados para pensar. O meu caso é uma prova viva de que pensar atrapalha! Pensar significa analisar, criar, encontrar soluções... e nada disso interessa ao sistema. O que interessa é que você mantenha o status quo. Por isso o nosso ritmo de vida é propositadamente incompatível com tais habilidades. Por isso estou tendo problemas em conciliar tudo isso!
Eu quero ficar só, mas comigo só eu não consigo
Eu quero ficar junto, mas sozinho só não é possivel
É preciso amar direito, um amor de qualquer jeito
Ser amor a qualquer hora, ser amor de corpo inteiro
Amor de dentro pra fora, amor que eu desconheço
Quero um amor maior, amor maior que eu
Quero um amor maior, um amor maior que eu
Eu quero ficar só, mas comigo só eu não consigo
Eu quero ficar junto, mas sozinho só não é possivel
É preciso amar direito, um amor de qualquer jeito
Ser amor a qualquer hora, ser amor de corpo inteiro
Amor de dentro pra fora, amor que eu desconheço
Quero um amor maior, amor maior que eu
Quero um amor maior, um amor maior que eu
Então seguirei meu coração ate o fim pra saber se é amor
Magoarei mesmo assim, mesmo sem querer pra saber se é amor
Eu estarei mais feliz mesmo morrendo de dor
Pra saber se é amor, se é amor
Quero um amor maior, amor maior que eu
Quero um amor maior, um amor maior que eu
Garota-propaganda do supermercado "Atakarejo" há 4 anos
"Se liga no Pida!" - programa de entretenimento, aos sábados, das 11:00h ao meio-dia, na Record local (canal 5)
"Confissões de Mulher de 30" - coluna na Revista Pida!, nas bancas
"Resenha Transamérica" - programa de crítica a shows e eventos de Salvador e redondezas, às segundas-feiras, das 22:00h às 23:00h, na Transamérica Bahia (100,1 FM)
.: O QUE TENHO LIDO :.
"O que é realidade?", João-Francisco Duarte Júnior
"Deus é inocente, a imprensa, não", Carlos Dorneles
"A arte de fazer um jornal diário", Ricardo Noblat